Dizer que comecei o Ironman Florianópolis sem nenhuma expectativa é uma meia verdade.  Apesar dos meus técnicos terem sido contra, coloquei na cabeça que poderia fazer um tempo abaixo de 10 horas. Afinal, era minha oitava participação e, nos últimos anos, tinha mantido uma constância: 10h22, 10h14, 10h16, 10h17. O que era uma virtude.

No fundo, minha expectativa era fazer uma prova perfeita com uma corrida boa, como faço nos treinos. Das três modalidades, a corrida é minha maior dificuldade.

Já no quilômetro 19 da corrida, comecei a sentir que meu plano não era tão perfeito assim… Nos próximos dez quilômetros segui meio cabisbaixo, meio desapontado e num ritmo mais lento. Percebi que não daria para atingir o plano que tracei. Mas no quilômetro 28 voltei a correr num ritmo razoável até terminar a prova.

Resultado: fiz a prova em 10h25min. Onze minutos acima do meu melhor tempo.

Impossível não sentir certa frustração. Apesar de saber que o Ironman é mais uma etapa do processo e que não realizei uma prova ruim, do ponto de vista pessoal, gostaria de ter ido melhor.

A expectativa é um assunto complicado. A teoria é uma coisa, a realidade é outra. Durante a prova, você faz o melhor que pode naquele momento. Sem esquecer que momentos ruins e momentos bons se alternam.

Mais tarde, quando olhei para os tempos do Ironman Florianópolis percebi que não tinha ido tão mal assim. A média entre homens e mulheres foi de 11h40min. O tempo médio dos homens 11h34min e das mulheres 12h22min. É bom olhar um assunto por outro ângulo.

No final, percebi que fiz um ótimo treino e que agora é aprender com os fatos, tirar as coisas boas, que não foram poucas, e seguir treinando. Em menos de 8 semanas tenho outra maratona pela frente para tentar evoluir e fazer melhor.

ROC17IMF0169Meus números no Ironman 2017:

natação – 52min

ciclismo – 5h15min

corrida – 4h07min

transição 1 – 4min

transição 2 – 3min

total – 10h25min11s