Depois de participar da Maratona de São Paulo, foi difícil voltar à minha rotina. Fiquei mais de uma semana sem conseguir treinar direito, fazendo apenas treinamentos leves.

Foi complicado lidar com a frustração por não ter conseguido fazer o que planejei e, como consequência, controlar o que passa pela minha cabeça e o que sinto.

Sabia que não iria ser fácil manter o mesmo ritmo por muito tempo. A Maratona chegou depois de dez semanas ininterruptas de treino. Estava mantendo um ritmo forte e fui para a prova pensando que só iria correr 42 km. Mas 42 km é uma distância bem desafiadora. Nunca é fácil. O resultado não foi catastrófico ou horrível, mas acabou mexendo comigo. A isso se juntou o cansaço acumulado.

Nas semanas depois da prova, precisei sair de um lugar incômodo, cheio de maus pensamentos. É muito difícil explicar para vocês como a cabeça rege a nossa vontade, o nosso corpo. Um dos objetivos do projeto é mostrar como o corpo muda, mas é a cabeça que faz esse corpo mudar. Para isso, ela tem que estar forte, preparada e consciente para que tudo aconteça de uma maneira legal. Estou aprendendo a lidar com tudo isso com a ajuda do Arthur, meu psicólogo.

No feriado de Tiradentes, voltei a fazer treinamentos longos, visando agora o Ironman Brasil, que acontece no dia 28/5, uma prova intermediária para o nosso projeto.

Estou de volta. Aos poucos, eu chego lá.