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Além do Ultraman

mês

abril 2017

Montanha russa

Quando vemos as conquistas de um atleta ou de uma pessoa que treina atrás de um objetivo, só enxergamos a linha de chegada. Muitas vezes não conseguimos visualizar o caminho e as dificuldades trilhadas.

Apesar de estar nas semanas iniciais de treinamento, já deu para sentir uma montanha russa de sentimentos e sensações. Tenho momentos de euforia, quando tenho certeza de que tudo dará certo, e outros difíceis, em que penso jogar tudo para cima.

O processo é longo e me pergunto se chegarei até o fim diante dos obstáculos que encontro pela frente: estar motivado o tempo todo, ultrapassar limites, seguir as orientações nutricionais e manter a equipe se comunicando o tempo todo. Além disso, tento dividir minha vida em três partes: profissional, familiar e esportiva. É difícil porque sou uma pessoa muito intensa.

Nesses momentos, conto com o psicólogo do esporte Arthur Ferraz. Ele me ajuda, diante das horas difíceis, a não me deixar abalar tanto e, nos momentos de euforia, a não perder o foco e sair do que foi planejado.

O mais importante é ter uma rotina de treino consistente. Não adianta fazer um treino bom e três treinos ruins. Então, cada dia coloco um tijolo para construir uma casa forte e sólida. E tento me apegar e me apropriar dessa ideia.

Sigo meus treinos, confiante que estou no caminho certo. Procuro aprender a superar os pontos fracos e a melhorar os pontos fortes.  E agradeço muito à minha equipe que tem me ajudado a encontrar o equilíbrio necessário entre cobrança, empenho, diversão e foco.

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Ironman x Ultraman

 

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Muita gente me pergunta qual a diferença entre treinar para o Ironman e para o Ultraman.

Estou acostumado a fazer ciclos de treinamento menores, com duração de 16 semanas, específicos para o Ironman. Neste momento, treinar para o Ultraman não está sendo muito diferente de todos os ciclos que já fiz. A explicação é simples. Além de não ser eficaz, meu corpo não aguentaria um volume tão grande de treino faltando tanto tempo para a prova (abril de 2018). Então, minha rotina permanece quase a mesma. A diferença é que estou descansando menos após os treinos longos. Em vez de dar uma parada, faço treinos leves.

Isso acontece porque preciso aumentar meu poder de recuperação. Para vocês terem uma ideia, depois de uma maratona, fisiologicamente falando, o corpo precisa de 3 meses para se reestabelecer completamente do desgaste. O ideal seria ficar cerca de 7 dias parado e voltar a treinar bem leve e, depois de 45 dias, com alguma intensidade.

Estou treinando meu corpo para não ter esse descanso e tentar se recuperar o mais rápido possível. O Ultraman consiste em três dias de prova com no mínimo 9 horas de atividade cada dia, enquanto numa maratona estamos falando de 4 a 5 horas. Não haverá tempo para a recuperação. Portanto, meu corpo tem que se acostumar a trabalhar cansado e conseguir fazer força mesmo não estando cem por cento. Esse ano de treinamento irá criar uma base para que eu aguente essa carga.

Somente a partir de janeiro de 2018 o treino será muito diferente. O volume irá aumentar consideravelmente a partir de uma base já adquirida. Até lá o que preciso é consistência.

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